domingo, julho 13, 2014

Exposição: “50 anos do Golpe Militar”


     O golpe de estado no Brasil ocorrido em 1º de abril de 1964, que encerrou o governo do presidente, João Goulart, eleito democraticamente; completou 50 anos, sendo algo muito discutido no  momento a ponto de termos instituído no  país uma Comissão Nacional da Verdade que  busca a elucidação de fatos ainda nebulosos. A exposição nos leva a realizar uma leitura crítica sobre o tema que ainda é algo essencial para a nossa história, afinal são muitas narrativas convergentes e divergentes concomitantemente onde se busca  a elucidação dos fatos.

    Instaurando um regime nacionalista e autoritário, politicamente alinhado aos EUA, assinalando o começo de uma época de intensas mudanças na vida econômica social, cultural e política do país. Durando 21 anos o regime militar; em 1985 Tancredo Neves se elegeu, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1964. Todos os aspectos foram abordados na explanação do professor Adriano.... um dos responsáveis pelo evento.
O evento foi iniciado pelo Professor Adriano(NULEP), referindo-se ao provérbio Fulani:  "Quem conhece o ontem e o hoje conhecerá o amanhã, porque o fio do tecelão é o futuro, o pano tecido é o presente, o pano tecido e dobrado é o passado."

   O professor Adriano Pontuou ao longo das suas demonstrações sobre: a renúncia de Jânio Quadros foi influenciada pelo imperialismo americano; a grande massa brasileira era desqualificada culturalmente, que o Brasil se modernizou em 1958 com a Copa do Mundo, a Bossa Nova entre outros...A União Democrática Nacional (UDN) afirmava que  o povo  brasileiro  não sabia votar, por ser um  partido conspirador aliado a CIA (EUA).
A programação foi:

     07/04 às 14h - Abertura da Exposição (palestra e exibição de vídeo)

    08, 09, 10 e 11/04/2014 às 14h - Exibição de filme e debate

  A exposição foi composta por fotos, documentos, jornais, revistas, livros e vídeos. A abertura contou com a presença de professores da escola com suas respectivas turmas de alunos, além de alunos dos Colégios: Anísio Teixeira, Classe IV e Soledade, além de convidados do MAM. Apresentações culturais: dramatização, feita pela professora Letícia Paulino, de um dos depoimentos (da época) de Maria Amélia Teles (Amelinha) . Apresentação musical do Professor Davi Santana e seus alunos.

    Saiba mais:


https://www.youtube.com/watch?v=kFqm0OcJDDkk   

Projeto Memória Parque: Painéis de azulejos de Udo Knoff


    Com uma palestra sobre os Procedimentos para Conservação Preventiva dos painéis de azulejos de Udo Knoff da Escola Parque, ocorrida no dia 27 de março das 14h às 16h30, na Biblioteca Carmem Teixeira.  Museu UdoKnoff de azulejaria e cerâmica, localizado na rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho em parceria com o Dimas trouxe uma palestra para a nossa escola, contando com a presença de convidados como: Yara Chamusca (Restauradora e da Diretoria de Museus (Dimus/Ipac)), Hilda Bárbara, Michele Pontes.

  O acervo do museu consta de coleções de azulejos estrangeiros coleções: equipamentos, matéria prima, livros de encomenda. O mesmo busca promover sua ação social e trabalhar com as escolas através de  ações educativas.

 “O restaurador é o médico da obra de arte.” disse Yara Chamusca; que  juntamente com Hilda Bárbara pontuaram  sobre vários aspectos como: as etapas da restauração; a escala de graduação da solvência é preferível deixar algum dano do que corroer, a restauração é um processo delicado; que antes de tudo fazer uma ficha do azulejo com tamanho espessura foto antes depois; azulejos artesanais normalmente são irregulares; falou um pouco sobre a restauração do painel do hospital Santo Antônio, Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, refeitório da Igreja de São Francisco, o Projeto Udo e a cidade tem a intenção de comentar, despertar o olhar, procurar ter cuidado com as obras e se referiram ao traço do desenho de Udo: Estilização.

   Udo Knoff  teve parceria com Carybé e seu atelier ainda funciona no bairro de Brotas,  sob responsabilidade de seu genro.

  Alguns locais com obras de Udo: Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia (Itapuã) a nossa Senhora e a via sacra, no interior da igreja. Fundo da piscina do hotel Pestana, Ebal na 7Portas, Estação de transbordo  da Lapa, Farmácias Santana, Edf. São Marcelo, no bairro do IAPI, Painel da Escola Parque no teatro no foyer e fora dele.

 Suki Guimarães, professora do noturno ressaltou que: “Essa escola é um patrimônio. É um canto arquitetônico.”

Saiba mais: 




Iniciando o ano letivo


     No dia 10 de março o teatro da Escola Parque (CECR), recepcionou alunos da rede estadual na aula inaugural do ano letivo de 2014; sob a apresentação de Jorge Portugal, a mesma foi  transmitida pela TVE Bahia (canal 2 / TV aberta) celebrando  a diversidade cultural baiana onde o músico e compositor Mateus Aleluia que cantou a canção “Minha Jangada vai Sair pro Mar” de Dorival Caymmi, homenageado em seu centenário. E contando também com a apresentação musical da artista Illy Gouveia interpretando músicas do homenageado.

  Contando com uma exposição dos trabalhos criados por  estudantes que participaram do  projeto de Artes Visuais Estudantis (AVE). O aluno do Colégio Estadual Professora Maria Anita, de Colinas de Periperi, Jackson Araújo cantou “Negro”, canção de sua autoria, Participante do I Concurso Baiano de Marchinhas. Outros alunos da rede foram convidados a participarem da aula para demonstrarem seu trabalhos e experiências em diversas áreas como: educandos de basquete da Classe VII (Escola Professora Candolina), que tiveram destaque em 2013, falaram sobre a importância dos jogos e do basquete na formação estudantil;  bem como alunos do Centro Educacional Antônio Honorato, do município de Casa Nova que demonstraram sua experiência científica protótipo de dessalinizador para água salobra do distrito de Lagoas Novas; entre outros.

 Jorge Portugal entrevistou também o  secretário da Educação, Osvaldo Barreto, que fez o pronunciamento oficial. Logo depois foi exibido o curta do “Prove Não Quero ser Realidade”, criado por estudantes do Colégio Estadual Durval da Silva Pinto, de Conceição do Coité. O encerramento do matutino se deu com a participante do Festival Anual da Canção Estudantil (Face 2013), Carolina Santos Nascimento, que compôs e interpretou “Muito Além de ser Baiana”.



  No turno vespertino recepcionamos os nossos alunos com pronunciamento do gestor Gedean Ribeiro e apresentações culturais de alguns professores da escola como: Abdon  Leone, Marlon, Ana Paula, Filipe, Maria. Todos ansiosos pelo inicio das aulas ficaram satisfeitos com as boas vindas dispensadas.

Matriculando em 2014.1


As matrículas para o ano letivo ocorreu no período:

 17 a 20              Rede estadual 
           
20 a 26              Comunidade



Permanecendo o Sistema de Matrícula fundamentado no Sistema de Gestão Escolar, programa da Secretaria da Educação.

A senhora Ana Silva, mãe da aluna Aline Silva 9 anos, matriculada na Escola Anísio Teixeira, disse ter sido muito bem atendida e ter realizado o procedimento de matrícula com rapidez e eficiência. 


A expectativa entre os presentes era muito grande em  se matricularem  nos cursos desejados e pelo inicio do ano letivo. 


terça-feira, junho 10, 2014

Reportagem sobre valorização das Tradições Juninas


     No dia 06 deste uma equipe da ASCOM/SEC esteve aqui na Escola Parque para fazer uma matéria a respeito da valorização das tradições da Região Nordeste. Verifique:


"Estudantes da rede estadual resgatam e valorizam tradições nordestinas
Quem passa pela fa­chada do Centro Edu­ca­ci­onal Car­neiro Ri­beiro – Es­cola Parque, lo­ca­li­zado na Caixa D'água, em Sal­vador, já sente o clima ju­nino, que toma conta do es­paço. Da en­trada ao in­te­rior da es­cola, uma série de ob­jetos de­co­ra­tivos dão conta de uma he­rança rural nor­des­tina, e lem­bram ao vi­si­tante que o São João está che­gando. O ce­nário, pre­pa­rado por es­tu­dantes, pro­fes­sores, fun­ci­o­ná­rios e ges­tores do Centro, será o palco da festa ju­nina da es­cola, que acon­tece na quarta-feira (11/6), às 14h, com o tema: Ju­ven­tude, consciência e auto estima.
De acordo com o di­retor da uni­dade, Ge­dean Ri­beiro do Nas­ci­mento, os pre­pa­ra­tivos da festa co­me­çaram antes mesmo do ano le­tivo, e contam com o en­vol­vi­mento de toda a co­mu­ni­dade. “A festa co­meça a ser pla­ne­jada na se­mana pe­da­gó­gica, e em se­guida, os pro­fes­sores dão início às pro­du­ções em nossas ofi­cinas. Seja na área de mú­sica, dança, cu­li­nária ou artes vi­suais, todos par­ti­cipam, in­clu­sive a co­mu­ni­dade, que con­tribui com a de­co­ração da rua e da fa­chada da es­cola”, re­vela o gestor. “O São João para nós, nor­des­tinos, é o mo­mento de brindar a nossa cul­tura, então pre­ci­samos fes­tejar”, acres­centa.
O resultado do trabalho está exposto em espantalhos, casas cenográficas, imagens de São João, oratórios, fogueiras e outros objetos confeccionados em sala de aula. “Antes da produção, mobilizamos os estudantes para que eles tivessem consciência da importância dessa festa para a nossa cultura. E, assim, definimos o que poderíamos fazer, conhecendo, também, a origem dos objetos e das tradições”, conta a professora de artes plásticas, Maria Tereza do Nascimento Araújo.
Para a estudante do 5º ano do ensino fundamental, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Classe II, Liliane do Espírito Santo dos Santos, 11 anos, passar pelos corredores decorados da Escola Parque é um orgulho. “Fico muito feliz, não só porque a gente aprendeu muito sobre o São João, mas porque eu passo por aqui e vejo coisas que eu fiz”, declara a estudante, que participa das oficinas de biscuit, confeitaria e cartonagem.
O sentimento é parecido com o da sua colega de classe, Beatriz Bispo dos Santos, 12 anos, que reconhece, na escola, a festa que acontece também no seu bairro. “Na aula de confeitaria, a professora ensinou pra gente quais eram as comidas típicas,  muitas eu já sabia, porque a gente também faz no meu bairro, como o amendoim, o bolo de carimã e o milho. Eu adoro o São João porque é uma festa muito alegre”, frisou a estudante.
Programação – A programação da festa, que acontece na próxima quarta-feira (11/6), inclui apresentações de dança, do coral da escola, com música de Luiz Gonzaga, concurso para seleção do Rei e da Rainha do São João, barraquinhas com comidas típicas, pescaria, correio eletrônico da amizade, quadrilha e, ainda, a apresentação de uma banda de forró, liderada por um dos professores da escola."

Fonte: 
http://estudantes.educacao.ba.gov.br/noticias/estudantes-da-rede-estadual-resgatam-e-valorizam-tradicoes-nordestinas 

segunda-feira, junho 09, 2014

Oficina de Arquivo e Ficção


 Oficina oferecida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, em parceria com a 3ª Bienal da Bahia, a ser realizada no período de 28 de julho a 1º de agosto. É parte do grupo de ações desenvolvidas pelo núcleo Arquivo e Ficção da 3a Bienal, cujo espaço de ação é o Arquivo Público do Estado da Bahia, sob a curadoria de Ana Pato.

A oficina terá três momentos:

O primeiro será ministrado pela escritora Laura Castro e a artista visual Clara Domingas, que trabalharão com a noção de mapa-guia. Este mapa, constituído de diversos elementos gráficos e narrativos, será construído coletivamente a partir da experiência de percorrer o entorno do Arquivo Público do Estado, traçando distintos circuitos pessoais. Trabalharemos, principalmente, com a escuta de histórias orais que tratam da memória dos bairros desta região. Os trajetos acontecerão dentro de um recorte geográfico pré-determinado e tudo que for coletado no caminho - diálogos, objetos, fotografias, história oral, etc. - deverá ser ficcionalizado por cada um, no processo de construção de uma cartografia que narra experiências.

Agruparemos os diferentes repertórios e coletas individuais numa espécie de inventário coletivo. No momento final da oficina, ocuparemos com esse material diverso, um grande mapa-guia (correspondente ao recorte geográfico escolhido para os percursos). O mapa será base para nosso plano de composição, e impresso em um muro pré-estabelecido para a realização da oficina.

O segundo momento será ministrado pelo escritor e artista visual Leonardo Villa-Forte, que trabalhará com a noção de leitura como criação de um trajeto pessoal que borra as fronteiras entre leitor e autor. Uma quantidade de páginas pré-selecionas de romances e contos diferentes será distribuída para os participantes da oficina, e cada um percorrerá essas mesmas páginas à sua maneira, de modo que coletem fragmentos, os recortem e com tesouras e colas  componham um novo texto, dando um segundo uso às páginas-fonte. Assim, estaremos praticando o escrever como um gesto de fazer uma incisão sobre um objeto, tratando o texto como um corpo físico, como um médico que realiza cirurgias. Finalizado esse segundo momento, os participantes serão convidados a selecionarem páginas que toquem nos temas do arquivo e da ficcionalização, a fim de que tragam essas páginas no dia seguinte e montemos com elas o Paginário, trabalhando assim com o conceito oposto, não da leitura pessoal que constrói um percurso harmônico, mas o da disponibilização de páginas não recortadas, que deixam ao visitante a possibilidade de construir seu trajeto e fazer ou não fazer conexões por ele mesmo.

O terceiro e último momento da oficina será o momento de composição final. Ocuparemos o Mapa-guia simultaneamente à realização do Paginário, lado a lado no mesmo muro, em ação articulada. Para esta intervenção artística, usaremos técnicas como lambe-lambe e estêncil.
Leonardo Villa-Forte

Laura Castro
Clara Domingas



Centro Educacional Carneiro Ribeiro

Centro Educacional Carneiro Ribeiro